“Aqui tem árvores e histórias à vontade”

ANTÔNIO RODOLFO RIZZO

Entrevista

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Tenho oitenta anos e nasci na Usina Ester. Estavam se formando a Usina Ester e as colônias, enão havia mão de obra especializada. Meu pai veio de São Paulo para trabalhar como carpinteiro e fazer o madeiramento das casas, depois trabalhou na Usina, onde conheceu minha mãe e se casaram. Minha mãe também não chegou a trabalhar na roça, ela ajudava o pessoal que administrava a Usina nas casas. Quando eu tinha três anos, mais ou menos, meu pai deixou a Usina e montou um bar na cidade, o bar do Santo Rizzo.

Esse bar se tornou famoso. No começo, por causa da política que existia entre Cosmópolis e a Usina Ester, uma rixa forte, e como meu pai tinha vindo da Usina, houve certa rejeição, mas devagarzinho a rixa com ele foi passando e os políticos começaram a frequentar o bar, porque minha mãe cozinhava muito bem. Eles combinavam as reuniões no jantar e minha mãe preparava os jantares, e assim o bar foi crescendo. Depois de uma temporada, meu pai se mudou para a Avenida Ester, perto do Jardim, e abriu um estabelecimento que funcionava como bar e pensão. O local se tornou mais famoso e movimentado que o antigo bar, porque o pessoal que vinha de fora ia à pensão, como, por exemplo, o delegado de polícia, o contador, os professores que vinham de Campinas, pois não havia nenhum tipo de hospedaria em Cosmópolis. Todo pessoal que vinha de fora se hospedava lá. A rivalidade mais acirrada era por causa do futebol, pois existia o time da Usina e o time de Cosmópolis.

Quando era possível os dois se enfrentarem, era uma situação até perigosa, muita briga, uma rixa brava. Além disso, existia um comentário na cidade que a Usina não queria que Cosmópolis crescesse porque senão tiraria os empregados dela.

Isso só aumentava o problema, que durou longos anos, até que Cosmópolis se emancipou e se tornou município, e assim surgiu a dúvida: Quem vai administrar Cosmópolis, o pessoal de Cosmópolis mesmo ou o pessoal da Usina? Então a Usina entrou firme e elegeu os primeiros prefeitos de Cosmópolis. O primeiro prefeito eleito foi o João Guilherme Paz Hermann e o segundo foi o Francisco Nascimento, os dois da Usina. Quando ganhou um candidato de Cosmópolis, foi uma festa terrível na cidade, pois quem ganhou foi o José Garcia Rodrigues,quebrando ahegemonia da Usina Ester.

A mesma coisa acontecia na Câmara Municipal, os dois lados disputavam quem elegeria mais vereadores. Essa era a rixa que existia e foi quebrada com a eleição do José Garcia, daí em diante a Usina foi se afastando, não se interessou mais pela política. A eleição de prefeito tinha uma influência grande, mas nem tanto. As eleições daquela época não eram iguais as de hoje, que a gente vai lá, digita e vota.

Naquela época, você levava um envelope e a cédula com o nome do candidato e o cargo dele e colocava na urna e pronto, você votou. Existia muito curral eleitoral.Achefia daUsina carregava os empregados eleitores, vinha até a sede do partido, e obrigava: “Você vai votar aqui” e davam o envelopinho preenchido, os empregados só colocavam na urna.

Para quebrar isso,foram anos, até que o voto foi modernizando e assim houve mais liberdade para o eleitor. Esses episódios a gente nunca esquece. Participei muito disso, fui nomeado representante da justiça eleitoral de Cosmópolis, porque não tinha juiz, então eu dirigia as eleições.

Passei por momentos difíceis porque eu não tinha autoridade para resolver muita coisa. Cheguei algumas vezes a ligar para o juiz eleitoral de Campinas, porque Cosmópolis pertencia à Campinas e era zona eleitoral de Campinas que resolvia alguns casos, a polícia não podia se envolver.Infelizmente aconteciam brigas, quando havia violência a polícia era obrigada a intervir, e depois quando saía o resultado começavam as provocações, mas graças a Deus passou.

Emancipação

Meu pai apoiou a emancipação, que era comandada pelo Dr. Moacir Amaral, que foi eleito a vereador na primeira legislatura em 1945, mas não tinha muito jeito para a política. Meu pai me contou e o pessoal da época confirma, que chegava o presidente da Câmara, sentava na cadeira, pegava o revólver e punha do lado dele. Era uma intimidação, um negócio violento, mas realmente acontecia.Uma vez, um vereador também tirou o revólver e colocou em cima da mesa e imagine o clima que isso gera, não era bem uma democracia. A emancipação foi um acontecimento inesquecível, na época eu tinha doze anos de idade, ficou gravado na minha cabeça porque a cidade inteira se reuniu ali onde era o Grupo Escolar de Cosmópolis, vizinho da prefeitura, e foi feito um grande churrasco para o povo inteiro. Foi um dia realmente inesquecível. Na cerimônia da instalação do município, o Dr. Moacir do Amaral, que tanto lutou para Cosmópolis se emancipar, foi nomeado o primeiro prefeito de Cosmópolis. Ele instalou o município dizendo que era o prefeito e foi cantado o hino nacional. Foi um dia maravilho para Cosmópolis, o dia 01/01/1945. As pessoas comemoraram muito, soltaram muitos fogos. Cosmópolis parou para comparecer a esta cerimônia.

Vida escolar

Eu vim para Cosmópolis e ia entrar para escola, faltavam alguns meses para eu completar sete anos e não tinha vaga para mim no Grupo Escolar, que depois se transformou na Escola Rodrigo. Então fui estudar o primeiro ano lá na Escola Alemã, ia de charrete com a professora Dona Maria de Morais Machado, mulher do prefeito Benedito de Morais Machado, e na hora do recreio a gente entrava no meio do mato, íamos pescar, era uma pescaria com peneira, tinha um riachinho lá e a gente pegava tabarana com peneira. Em um desses dias, eu entrei e peguei micuim, que é igual a um carrapato, mas ele é menor e é terrível selivrar dele, ficava me coçando que nem louco, aí a Dona Maria falou: “Você não vai subir aqui na minha charrete não, porque você vai passar micuim pra mim”, então eu vim correndo da Escola Alemã até aqui na cidade atrás da charrete. Haja paciência, coça que é uma tristeza! Fui um ano de charrete com ela todos os dias para fazer o primeiro ano, no segundo entrei no Grupo Escolar de Cosmópolis. Naquela época eram quatro anos de estudo.

Mais tarde, fiz ginásio e contabilidade. Eu gostava muito de esporte, então desde os dez anos já participava do juvenil do Cosmopolitano. Do infantil fui jogar no time principal, adorava esporte e gosto até hoje, só que com oitenta anos não dá pra jogar muita coisa mais.

A cidade e o trem

Cosmópolis cresceu graças à Estrada de Ferro Sorocabana, porque foi escolhida para ser a sede das oficinas da ferrovia. As locomotivas vinham de todo lado, de Campinas, para consertarem aqui. Tinha muitos empregados na época. Quando se resolveu tirar a oficina daqui e levar para Sorocaba, Cosmópolis sofreu muito com a saída da oficina, muitos empregados foram embora e foi um momento de grande tristeza.Por exemplo: o pai da minha esposa trabalhava na oficina Sorocabana, e o avô dela era chefe da oficina. Todo mundo tinha alguém na família ligado à Sorocabana, e muita gente se mudou para Sorocaba, foi embora. Com o passar dos anos foi crescendo esse problema de transporte que está aí até hoje.

Em 1960 o governador falou que os trens de Cosmópolis e Artur Nogueira, esse ramal de Campinas a Pádua Sales, iam parar de trafegar. Foi uma tristeza, uma luta, uma revolta popular, que fizeram até que o governador voltasse atrás e os trens circularam mais um tempo, mas quando chegou dia 01/01/1961, os trens da Sorocabana pararam de trafegar, foi um problema econômico para a cidade. Houve outro movimento popular quando começaram a tirar os trilhos da ferrovia, o povo ia para lá e não deixava os empregados trabalharem, só pararam quando a polícia interveio.Foram momentos de alegria com a oficina e depois tristeza com a parada. Tenho muitas lembranças da Sorocabana, por exemplo: eu gostaria de estudar depois do Grupo Escolar, mas eu teria que tomar o trem aqui cedo, ir para Campinas e voltar com o trem da tarde, acontece que meu pai e minha mãe tinham medo, por isso não me deixaram ir, isso me doeu muito. Quando íamos ao médico, eles iam junto comigo, aí tínhamos que pegar o trem cedo, ir para a Sorocabana e ficar lá até de tarde para voltar. Mas tarde passou a ter ginásio aqui, estudei e fiz as pazes com o trem, porque meusfilhos nasceram e adoravam ver o trem chegar, toda tarde íamos à estação. Ele fazia uma manobra, parava em Cosmópolis, ia até certo ponto e voltava a virar a locomotiva para ficar pronto para no dia seguinte sair para Campinas, então eu subia no trem com meu filho e minha filha e eles adoravam dar esse passeiozinho, isso foi por um longo tempo. Quando realmente acabou a ferrovia, foi muito triste.

Alto-falantes: notícias e correio elegante

A vida era bem diferente na época, não existia televisão e o povo vinha para a rua. Era um movimento bonito ali em volta do jardim da Praça Major Artur Nogueira. A sede do serviço de alto-falante ficava debaixo do coreto, então a gente trabalhava ali e tinha uma escala feita pelo Ali Babá, o proprietário. Trabalhávamos eu, o proprietário e o Ítalo Fernandes, um amigo nosso, nos revezavámos, iam ao estúdio para pedir uma música, oferecer para alguém. Era gostoso de ver como os namorados ofereciam com tanto amor. O serviço realmente era muito útil, uma nota de falecimento, “Vai faltar água”, enfim, notícias importantes para cidade era o alto-falante que dava. De dia, quando havia algo importante a dizer, a gente ia lá, abria o alto-falante e a cidade parava para ouvir.Por um bom tempo o serviço era perto da praça, depois nos mudamos para a Avenida Ester onde hoje tem a papelaria, porque o Ali Babá vendeu para o Durval Dias de Arruda um alto-falante, mas continuou com um outro, estendeu a rede e colocou até a esquina onde estava o Cine Avenida. A Avenida Ester inteira ficava ouvindo. O Ali Babá era uma figura bem curiosa, tinha muita inteligência, previa as coisas e nos aconselhava.

Como eu já trabalhava na Prefeitura tinha vontade de ver Cosmópolis crescendo e que se tornasse cidade grande, e ele falava pra mim: “Olha, Rodolfo, não é bem assim. Crescer tudo bem, mas junto com o crescimento vêm os bandidos, e disso não gosto nenhum um pouco”. E no fim, em certo ponto ele tinha razão, porque quando a cidade cresce os problemas crescem também. Aqui também tinha a biquinha, era um ponto tradicional e famoso da cidade, porque não existia água encanada e as mulheres iam até lá, tinha pedras grandes que davam para lavar roupa, se reuniam e você pode imaginar, quando se reuniam oito ou dez mulheres, o que saía de comentário, “Onde você ouviu isso?”, “Eu ouvi lá na biquinha”, e a biquinha se tornou famosa por causa das fofocas que se criavam ali. O que a gente nem pensava, ali era comentado.

Cinema

Como disse, não existia televisão, o cinema é que era a diversão procurada por todo mundo. Cosmópolis era pequena, mas dependendo do filme, tinha que ter duas sessões. Os namorados iam lá e esperavam apagar a luz... enfim, era um ponto de reunião. O Cine Avenida não era usado só para cinema, desde o comecinho da cidade se formaram grupos teatrais que também se apresentavam lá, pois ao lado da tela tinha um palco grande, atrás dele os camarins e, além disso, era usado para as formaturas dos grupos escolares. Formatura naquela época era um acontecimento, então se formar no quarto ano do Grupo Escolar escola era uma maravilha e a cerimônia era lá no Cine Avenida. As professoras preparavam teatrinho, poemas, era uma cerimônia bonita a de diplomação. O cinematevevários donos, passou de um para o outro. Tem uma curiosidade, antes de ser Cine Avenida teve um concurso para saber qual seria o nome, foi dado Cine Avenida, mas antes já existia um cinema lá, o Cine Jaú, se não me engano. Frequentei muito, sempre gostei de cinema.

O cinema hoje é bem diferente, naquela época faziam filmes de drama e também faroeste, aqueles dramas épicos, coisas maravilhosas, “Os dez mandamentos”, filmes que me marcam até hoje. Antes dos filmes, eles passavam documentários de jogos de futebol do Rio de Janeiro, de São Paulo e notícias, era indispensável para nós. E depois do Cine Avenida nós temos que lembrar que existiu outro cinema, era o cinema do Hardy Kowalesky, ele foi uma pessoa que fez o cinema crescer em Cosmópolis, ele exibia seus filmes na Mútuos Socorros, na sede do Cosmopolitano, que na época era ali na Baronesa, esquina com a Sete de Setembro. A gente frequentava muito e o Hardy era apaixonado pelo cinema, ia para São Paulo e alugava filmes recém-lançados por lá para a gente ver. Fazia exibição nas colônias da Usina Ester, na Usina Salto Grande e eu sempre o acompanhava. Eram exibições itinerantes e ao ar livre. Na época do calor, o pessoal sentava no chão, levava cadeiras e lanche, um verdadeiro piquenique, iam de charrete, de bicicleta, carroça. Ele, o projetor e sua caminhonete Melancia. Comédias e principalmente Mazzaropi eram sucesso garantido nas exibições, o pessoal gostava muito de faroeste também. Esses eram os filmes preferidos com toda a certeza. Ele sempre me convidava porque sabia o quanto eu gostava de cinema, eu também dava palpite pra ele porque eu lia jornal, ouvia muito rádio, ia pra São Paulo e falava pro Hardy: “Tal filme é isso, tal filme é aquilo” e ele ia atrás. Tenho meus parentes em São Paulo e ia para lá, cheguei a assistir três filmes num dia, entrava num cinema, saía, ia para o outro, e outro, de tanto que gostava.

O Apito

Tinha o cinema, mas tinha os jornais também. O Apito foi sensacional, mas antes dele teve um jornal que, se não me engano, se chamava “Liberal”, que foi até 1923. Eu vi a última edição do Liberal, eles já falavam do Thelmo de Almeida, que era um senhor que gostava da imprensa. Em 1924 o Thelmo soltou o primeiro número d’O Apito, que tinha a coluna de Artur Nogueira, de Engenheiro Coelho, de Tujuguaba. Era uma repercussão, porque na época era difícil ter um jornal na cidade. Houve influência da Sorocabana também e tinha muita fofoca: “Fulano saiu com ciclano” e no número seguinte vinha alguém pedindo desculpas. Outra coisa impressionante, o Thelmo gostava muito do Cosmopolitano, então não tem um número do jornal em que não haja o Cosmopolitano com os jogos de futebol, os bailes, as campanhas. O Apito existiu de 1924 até 1945. Eu gostava muito do jornal, morava na Avenida Ester, esquina da Santa Gertrudes e o Thelmo na frente do jornal, eu gostava de vê-lo pegando letra por letra com a pinça para pôr na chapa, formando as palavras, um trabalho gigantesco. Hoje você digita e já imprime, mas o trabalho do Thelmo era fabuloso e eu ficava admirando ele. Havia muitas propagandas de Campinas, anúncios de remédio, aqueles remédios que curavam tudo, um verdadeiro absurdo, que hoje falamos “Como é que pode?” Também tinha muita notícia esportiva. O Thelmo jogava bola e o diretor do Cosmopolitano jogava também.

Eu que estou escrevendo sobre o centenário do Clube, me baseio muito nas notícias do Thelmo, porque ali você encontra realmente o que foram os jogos, os bailes, enfim, é maravilhoso. Quando o jornal parou, foi mais uma tristeza para Cosmópolis.

Batalhas

O jornal já estava há alguns anos em circulação quando vieram as notícias da Revolução de 1932, Cosmópolis também viveu esse drama que foi do estado de São Paulo inteiro, todo mundo tinha medo principalmente dos aviõezinhos que eram contra São Paulo.

Eles soltavam bombas, a população não saía de casa com medo dos soldados, dos tiros. Ouvi do pessoal da época que foi um período triste para Cosmópolis e para a Usina Ester. Anos mais tarde, houve outra guerra, mas muito maior e fora do Brasil, mas que também deixou marcas em Cosmópolis. Na 2° Guerra Mundial, tivemos sete concidadãos que foram para a Itália defender a nossa pátria. Quando eles foram, ficou aquela apreensão: “Será que vai morrer alguém?” e quando terminou a guerra e falaram que eles iam voltar houve uma festa imensa, a cidade se reuniu para recebê-los, foi feito um palanque gigantesco com discursos, fogos, eles não podiam nem sair nas ruas e o povo já se reunia para saber como foi, queria que contassem o que eles passaram lá, mais um período inesquecível. Eles não tiveram participação muito grande nas batalhas, chegaram a ir até o fronte, mas não chegaram a combater. Foram para Monte Castelo, na Itália, como suporte, dois deles eram da retaguarda e faziam trabalho de apoio, mas graças a Deus ninguém morreu, todo mundo voltou e a gente ficou contente.

Uma árvore para cada história bonita

A história dessa mata ciliar começa com o nascimento da minha primeira neta, que foi motivo de muita alegria e quis então deixar uma marca dessa data tão importante na vida da gente e vim aqui e plantei essa árvore.

Gostei e no domingo seguinte trouxe outra muda. Encontrei meu amigo Walter Garute e ele disse “posso ir com você?”, eu disse “poxa, vai ser um prazer” e desde então no domingo, feriado, mesmo em dia da semana, a gente vinha trazer muda de tudo quanto é qualidade. A gente tem uma variedade imensa de árvores aqui, frutíferas e nativas. Nessa avenida que vocês estão vendo aqui tem dezenove mudas de Pau Brasil, que são arvores grandes hoje.Contamos aproximadamente 1.700 árvores plantadas. Essa mata traz recordações gostosas, traz muita satisfação porque muita gente nos ajudou fornecendo mudas.

A maioria das árvores eu posso contar a história delas, assim como eu contei a história da árvore da Marina, aqui tem árvores e histórias à vontade. Aqui não tinha nada. A chuva pega o nutriente da terra e vai levando para dentro da água, assoreando a represa, então isso aqui impede tudo isso. Se a gente entrar na mata, vocês vão ver que tem uma camada grande de folhas e essas folhas servem como um adubo e ajudam a conservar o terreno úmido. O trabalho da natureza é maravilhoso. Hoje está cheio de pássaros, tem lagarto, tatu, os coelhinhos... Passarinhos então é uma infinidade! Tucanos, já vi bandos com mais de dez tucanos. A alegria de vir aqui é grande, realmente! (Rodolfo na pinguela, na beira da represa).

A gente vem até aqui nessa pinguela com um balde e uma corda nós apanhamos água e levamos para cima, onde as mudas novas foram plantadas e precisam de água para crescer e sobreviver.A gente pode contar muita história do que aconteceu durante esses 20 anos aqui da nossa mata ciliar, eu sei que ela está sendo útil, mas vai ser ainda mais útil no futuro.

Edição de texto por Heyk Pimenta